15.9.09

Egoístas

«Consumo de canábis
Governo holandês quer limitar
acesso dos turistas às coffee shops»

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4.9.09

Cada vez é mais dificil identificar as moscas

A diferença entre o caso de Manuela Moura Guedes e Marcelo Rebelo de Sousa é que só mudaram as moscas, a merda continua a mesma. Temo que qualquer dia nem as moscas consigamos identificar.

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5.8.09

Gabriel Olim, o iluminado

Mas por que considera que ser homossexual é ter um comportamento de risco? A pergunta não devia ser: Fez sexo desprotegido, independentemente da orientação sexual?
Todos os dados apontam no sentido de haver uma maior liberalidade do comportamento das pessoas que têm sexo com outros homens. E vou evitar usar a palavra homossexual, porque parece que não é politicamente correcto. Por causa do politicamente correcto, quase nos falta palavras para usar. Não posso falar de selecção de dadores, que me chamam Hitler. Nós não temos absolutamente nada contra os homossexuais. A doação de sangue é feita sem olhar a religião, a partidos, a nada. É feita porque há pessoas que precisam dela. Todo o esforço tem que ser o de encontrar o melhor sangue. Mas então toda a Europa, todo o mundo está enganado? Países muito liberais, como a Holanda ou a Suécia, estão enganados quando dizem que esse comportamento é de risco?


Qual é a pergunta que faz com que a exclusão seja pelo comportamento e não pelo facto de serem homossexuais. É-lhes perguntado se usam ou não preservativo?
Pode ser perguntado. Temos dezenas de médicos a fazer rastreios, cada um tem a sua técnica. É evidente que não podemos hostilizar o candidato, mas precisamos que tenha a certeza que não põe o receptor em perigo. Só seleccionamos o sangue que temos quase a garantia que é o melhor sangue.


Mas qual é exactamente comportamento de risco nos homossexuais que faz com que sejam excluídos?
Múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazer sexo oral e anal.


Assume que há uma descriminação, mas justifica-a por segurança.
Não discriminamos. Mas temos por obrigação garantir que fazemos tudo pela segurança. Mesmo sendo injustos para algumas pessoas que poderiam dar sangue mas que, na dúvida são excluídas. A malha é muito apertada. Quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação. Quem quer vir dar sangue não vem com esta atitude.

entrevista ao presidente do Instituto Português do Sangue
jornal i, Publicado em 30 de Julho de 2009

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